«Popocatépetl
O monte que fumega»
Antonio de Solís. Madrid. 1684
Ocorreu nessa altura um acidente que foi novidade para os espanhóis e lançou a confusão entre os índios. Descobriu-se, do alto do sítio onde então estava a cidade de Tlaxcala, o vulcão de Popocatépetl, no cume de uma serra que, distante de oito léguas, sobressai consideravelmente sobre os outros montes. Começou naquela altura a turvar o
dia com grandes e espantosas vagas de fumo, tão rápido e violento que subia a direito, longo espaço no ar, sem ceder aos ímpetos do vento, até que, perdendo a força no alto, se deixava espalhar e dilatar por todas as partes e formava uma nuvem mais ou menos escura, segundo a porção de cinza
que levava consigo. Saíam, de quando em quando, misturadas com o fumo, algumas labaredas ou globos de fogo que pareciam que se dividiam em centelhas, e seriam as pedras em brasa que o vulcão arremessava ou alguns pedaços de matéria combustível que duravam segundo o seu alimento.
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