O velho é o jaboti prudente que não se apressa, Maria Adelina Amorim
«O velho é o jaboti prudente que não se apressa»
Maria Adelina Amorim

É. Vivi assim vagarosamente a minha existência pelos matos da Bahia e por toda a extensão daquelas terras a que chamaram Américas. Perdia o meu tempo junto dos taperabaseiros, já que o seu fruto, o cajá ou genipapo, é o meu sustento favorito. O meu e o daquelas antas que insistem em enxotar-me do meu pé de árvore. É difícil resistir àquelas frutas «fragrantes», vermelhas ou amarelas, «de perfume tentador e acidez irritante». A mim retiraram-me da mansidão do meu tempo para me insultarem: cágado-da-terra, réptil da ordem dos quelónios, família dos testudinídeos.

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