«Habanos para um infante defunto»
João Ventura
Há em Havana uma rua, a 23, que desce para o mar. Talvez por isso, o troço final, que desemboca no Malecón, se chame La Rampa. Desci essa rua, que mergulha no mar, muito antes de alguma vez ter ido
a Havana e de ter sentido o aroma achocolatado
dos charutos cubanos. Subi-a e desci-a vezes sem conta em Três Tristes Tigres. E, depois, em Havana para um Infante Defunto, espécie de crónica pessoal de uma Havana pobre e carregada de sons, de intersecções. E a partir daí, de La Rampa, perdi-me na Havana dos anos cinquenta, no labirinto
sonoro de rumbas e son, do rum Bacardi e dos charutos habanos. Uma Havana nocturna, insular,
«com os seus cafés ao ar livre, cheios de novidade, e as suas inusitadas orquestras de mulheres que amenizavam os cafés do Paseo del
Prado».
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