Muralismo mexicano- labirinto da universalidade e espelho de utopias, Fernando Amaro
«Muralismo mexicano- labirinto da universalidade e espelho de utopias»
Fernando Amaro

Um investigador português atravessa o Atlântico em busca de Rivera, Siqueiros e Orozco. E nos labirintos do muralismo mexicano é todo o México que se reflecte. Às vezes, também, a evocação de Camões. Ou como, num ecrã adiado, encontramos de novo o México e Portugal. Como se Rulfo e Páramo, os eternos desejados do cinema português, atravessassem o mar, de lá para cá, e numa manhã de nevoeiro irrompessem num ecrã iluminado. E da outra América, a do Norte, um manuscrito em rolo, que percorremos como uma estrada.


«Pedro Páramo, o desejado, um filme português em 3 takes – ou nenhuma»
Anabela Moutinho

Eu começava este filme de uma maneira muito simples: a câmara numa grande grua, num cemitério pobre, tipicamente português. A chover. Barulhos. Uma espécie de fogo-fátuo. Linguagens quase dodecafónicas ao nível dos sons. Parava a chuva, calmamente. Sentia-se o calor, e a luz mudava completamente. A câmara subia e, ao longe, percebia-se que alguém estava a caminhar, estava a chegar. Sentias uma sombra a chegar e entrava então no enquadramento, na diagonal, outra sombra com um burro a cortar o caminho à primeira.


«O regresso de Jack Kerouac»
Roberto Ampuero

E porque a América é também a do Norte, o escritor chileno radicado nos Estados Unidos, Roberto Ampuero, escreve sobre um rolo de papel exposto em Iwoa. Trata-se do manuscrito do romance Pela Estrada Fora, símbolo da contracultura da Geração Beat. É o regresso de Jack Kerouac, admirador tanto de Charlie Parker como de Julio Cortázar.

Leia o texto integral na Atlântica nº2